A QUEDA (ou não) DAS LETRAS


Vivemos um mundo em transformação veloz. Hoje, pouco escrevemos, pouco lemos com compreensão. Temos acesso a milhões de informações ao mesmo tempo, mas não focamos nossa atenção, não absorvemos conhecimento; somos por vezes, inundados.


Quem nunca se pegou em uma conversa presencial, pegando o celular na mão, por pura mania, para checar se chegou alguma mensagem. Quando foi que o virtual passou a sincronizar mais fortemente que o presencial?


Paulo Freire ao nos trazer “a leitura de mundo”, queria que experimentássemos o mundo, e dele pudéssemos extrair as palavras e as construções de nossa escrita. Ainda hoje, este conceito é muito válido. Mas como encarar as leituras do mundo e os processos de construção textual na atualidade?


Não estamos aqui propondo uma generalização, e sim, refletindo acerca do papel das tecnologias no ler e no escrever. Claro que devemos considerar que a escrita é flexível e que a língua passa por mudanças temporais. Essas mudanças são benéficas, do ponto em que modernizam a escrita e o falar, mostrando por meio dos anos que a evolução ocorreu. Claro, ninguém gostaria de escrever ainda por meio de desenhos, como os homens das cavernas, ter mais opções é um ponto positivo.


Por outro lado, o ponto negativo é o uso que fazemos da tecnologia que deturpam o escrever, espremendo palavras, importando gírias e fazendo reduções que afetam a compreensão.


Abaixo, separamos alguns erros comuns visto nas redes sociais.