Como enxergamos a nossa realidade e como podemos mudar



Por Ana Cláudia Lima


Certo dia, durante a reunião do Comitê de Secretariado do DF o qual faço parte, na fala da amiga Michelle Soares, me veio uma realidade que vivenciei muito em sala de aula como professora do curso técnico em secretariado, realidade que também é apresentada no filme “O show de Truman”, e me fez refletir sobre: Como vivemos e como vemos a realidade das pessoas que estão ao nosso redor, principalmente os nossos colegas de profissão bem-sucedidos.


Ouvi muito dos meus alunos que não iam conseguir; que as “Secretárias” de sucesso tiveram “ajuda”; que aqui em Brasília não tem grandes executivos; que só estava fazendo o curso porque já trabalhava na área; que faz por fazer o curso... Eram tantas “desculpas”.


Eu sempre falava que nunca trabalhei em empresas multinacionais, que não tive nenhum CEO ou executivo de alto nível e nem por isso eu era frustrada ou dei menos valor ao presidente do Sindicato ou chefe da concessionária ou sócio do escritório de advocacia. Para mim era sempre a melhor empresa e o executivo de alto nível. Pois era ali, naquele local, que eu desenvolvia minhas habilidades e competências; e foi nesses lugares que, quase sempre, eu tive ascensão profissional. Isso mesmo, eu crescia e conquistava posições melhores, mesmo sendo secretária e olha que na minha carteira de trabalho tenho somente uma vez a denominação de Secretária Executiva.


Mas o que tem isso a ver com o filme que citei? Muita coisa! O enredo da produção faz refletir sobre os muros que construímos ao redor da nossa realidade e que nos impedem de ver o que tem do outro lado.


Uma fala do personagem que controla o reality faz muito sentido nesse contexto – “Nós aceitamos a realidade do mundo ao qual somos apresentados”, então, aqueles alunos são como o personagem Truman, que vivem somente a situação a qual foram apresentados, com crenças limitantes e não se permitem pensar que aquele cenário pode ser mudado por eles. Acreditam em pessoas que os tentam manipular e que fazem de tudo para que não percebam que tem outras formas de desenvolver suas habilidades e competências como secretários.


A atitude que devemos adotar, principalmente nós que somos influenciadores de opinião, como bem disseram a Michelle e a Simara Rodrigues e que eu pratico, é mostrar que nós trilhamos um caminho, que passamos por dificuldades, que lutamos e chegamos onde queríamos. Se alguns profissionais conseguiram, eles também conseguem.


A questão é simples como no filme: abrir a porta e sair do cenário. No filme demorou mais de 10.000 episódios, uns 30 anos, mas aconteceu.


Abra a porta, saia e mude a sua história!


Texto de Ana Cláudia Lima Soares

Revisado por Pâmela Mezzomo

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