E O MEDO NEM ERA TÃO GRANDE ASSIM



Você já se viu com medo de realizar coisas simples? Medo de dar um passo decisivo para alcançar uma meta, um objetivo ou para sair da zona de conforto que nem está tão confortável assim? Pois saiba que, apesar de você não ser o único que passou ou passa por isso, você não precisa alimentar seus medos e deixar suas conquistas de lado por causa dele. Enfrentar o medo é uma decisão!


Há pelo menos cinco anos eu era uma pessoa extremamente tímida, não conversava muito com ninguém, principalmente nas primeiras aproximações; evitava contato visual e até passar perto de grupos. Eu morria de medo de julgarem meus comentários como fúteis ou inúteis. Não importava o quanto as pessoas próximas me alertavam que eu estava errada na minha forma de pensar a meu respeito e me orientavam para destravar esse medo, eu simplesmente não conseguia mudar.


O tempo passou e as oportunidades profissionais foram surgindo. Graduada como Bacharel em Secretariado Executivo e trabalhando, já faziam seis anos, em uma Associação onde eu ficava sozinha a maior parte do tempo e a comunicação com os Associados era basicamente por e-mail, percebi que minha capacidade de comunicação, que já não era boa, estava ficando pior ainda. Neste momento eu entendi que: ou eu me mantinha naquela “zona de conforto” nada confortável e seria massacrada por um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente ou eu tratava de mudar de atitude.


Dizem os sábios que: quando a água bate na bunda a gente aprende a nadar. E foi exatamente isso que aconteceu. Decidi mudar. Decidi que enfrentaria meus medos, principalmente em relação a comunicação e, a partir daquele momento, Eu me tornaria uma pessoa melhor.


Mudei de emprego, fui trabalhar em uma Construtora com 89 colegas de escritório. Iniciei uma Pós-Graduação, o que me agregaria conhecimento e facilitaria a inserção em grupos sociais. Mas a principal ação foi a mudança de comportamento, onde Eu buscava o contato com as pessoas, mesmo sem saber muito como dar continuidade. Não foram momentos fáceis, por várias vezes me deparei tendo recaídas e me isolando novamente. Mas a minha vontade de ser melhor era mais forte, e eu já havia provado o gostinho da recompensa pela mudança de comportamento.


Cinco anos depois de tomar a decisão mais assertiva da minha vida, reconheço pouco aquela garota ingênua e medrosa do meu passado. A parte observadora continua bem ativa, mas o medo e a timidez foram substituídos por autoconhecimento e necessidade de me comunicar. Hoje, quando escolho não tornar pública a minha opinião, é por entender que é o mais adequado para o momento, mas quando percebo que a minha opinião pode ser válida trato logo de criar a oportunidade para expor. E isso tem se tornado um processo tão natural que não há mais esforço para vencer a timidez.


Recentemente realizei uma Oficina, para aproximadamente 30 pessoas, sobre Secretariado Remoto e também um curso com o mesmo tema. Quando finalizei o curso percebi que o medo que eu tinha de me expor, de mostrar o que eu sabia, de transferir conhecimento e enfrentar uma plateia que aguardava pelo meu desempenho, nem era tão grande assim! Dependia somente de mim! Somente eu sabia onde eu queria chegar e qual o percurso deveria fazer para chegar até o meu destino.


E você, que também tem seus medos, vai enfrenta-los e se tornar uma pessoa melhor ou vai permanecer na sua zona de conforto nada confortável?


Pâmela Mezzomo

20 de maio de 2019

Bacharel em Secretariado Executivo com mais de 14 anos de atuação; MBA Executivo em Gestão de Projetos; Consultora em processos administrativos e gestão de escritórios; Secretária Remota, Secretária Executiva pela ABENGE e membro do Comitê de Secretariado Executivo do Distrito Federal. Atua na organização do COBENGE – Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia e do Fórum de Gestores das Instituições de Educação em Engenharia (edições 2017, 2018 e atual).



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