NAO SE DEIXE.

Escutei a frase acima em uma aula de yoga. Ao sair da aula, logo a anotei e refleti sobre ela por um par de horas. Ela veio ao encontro do que tenho estudado, praticado, vivenciado e acreditado. O “Não se Deixe” aborda as mais diversas esferas da nossa vida: nós conosco, nós com os outros, nós com nosso trabalho e nós com a sociedade e comunidade. O nós conosco, a meu ver, é a base de todo o Não se Deixe. Sem ele, não convivemos bem e nem sustentavelmente com as outras esferas. Ele é um vocativo: chama-nos a cuidar de nós mesmos: física, mental, emocional e espiritualmente. Nos chama a sair da comodidade e enfrentar os desafios. Libere sua criatividade e imagine o que você enfrentará. Desde 2018, estudo sobre felicidade e saúde mental, bem como invisto nas mesmas. Descobri, e defendo, que elas andam de mão dadas. Foi uma maneira que encontrei de viver melhor. Neste contexto, saúde mental envolve, além da mental, a saúde emocional e física também. O termo saúde mental vem sendo, consideravelmente, discutido. Não está mais confinado aos consultórios médicos, apesar de ainda ser tabu, ser motivo de vergonha e fraqueza. E, quais são as razões para tal? Arrisco algumas: quantidade de informações, pressa, pressão, tecnologia, pessoas mais doentes. Lembra quando citei acima “libere sua criatividade e imagine o que você enfrentará”? Fiz o que a autora Brené Brown chama, no livro Mais Forte que Nunca, de Dar a Volta Por Cima: descobri, reconheci e revolucionei. Para a autora, o reconhecer vem em primeiro lugar. Como discordo com ela sobre a ordem, mudei-a e tenho obtido êxito. Tomemos como exemplo a característica Impulsividade: primeiro, descobri que, em certas situações, agia impulsivamente e que tal ação prejudicava tanto a mim como minhas relações. Segundo, reconheci, com a ajuda de pessoas queridas e outras, que, seguramente, eu agia assim. Por fim, revolucionei. Quando notava que a impulsividade ia passar na minha frente, aplicava o PPR – parar, pensar e respirar. E assim venho aplicando tal tripé nas diversas situações que passo. O ato mais revolucionário que conquistei, foi falar aberta e claramente sobre depressão e suas consequências. O resultado foi a criação do Projeto Saúde Mental é Vida (@saude_mental_vida) cujo objetivo é ajudar pessoas com depressão e seus efeitos em nossas vidas. Enfrentar o Dar a Volta por Cima não é simples, pode levar 01 dia, 02 semanas ou até anos inteiros; e não significa que estamos livres da vergonha, do medo e dos problemas, entretanto, é libertador. Desde a criação do projeto, já ajudamos pessoas que vieram até nós apenas para desabafar, participamos de palestras e jornadas (III Jornada de Prevenção ao Suicídio do HRAN, Bate-Papo sobre Saúde Mental no Manifesto Coworking). Afirmei acima que o Não se Deixe é um vocativo. Assim, chamo você a: ser sua prioridade, tirar da sua vida o que não é sustentável e te faz mal – pessoas, coisas materiais, redes socias, trabalho – a fazer terapia se assim o desejar, a ter e manter bons relacionamentos e projetos, a não ter vergonha de pedir ajuda, a praticar exercício físico – no último ano me tirou de vários apuros. A lista não se esgota aqui. Libere sua criatividade e imagine o que te ajudará. Texto de Leone Carneiro Revisado por Pâmela Mezzomo

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