O que a impermanência nos ensina?

É no meio da crise que a vida renasce e tudo ganha um novo sentido. Vivemos um momento que nos faz refletir verdadeiramente sobre o valor das coisas. Nenhum dinheiro é capaz pagar o medo e a vulnerabilidade que habita nossos corações neste momento. É em um cenário como este que somos capazes de avaliar o valor do nosso tempo, do nosso bem-estar, do sentido da palavra coletivo, solidariedade, família, do abraço sincero e da convivência humana. Foi necessário um vírus para reconhecermos a felicidade na simplicidade do dia-a-dia, na caminhada no parque, no passeio matinal com os cachorros, no sentar na praça para apreciar a vida que passa, no andar de bicicleta pelas ruas, na compra de supermercado, na ida à feira, na liberdade e no direito de ir e vir. É também nesses momentos que alguns elevam seu egoísmo e egocentrismo, deixando evidente quem são. É quando as máscaras caem. Quantas lições podemos tirar dessa situação? Para compreendermos sobre o coletivo, nos é imposto o isolamento; para reconhecer a importância do afeto, somos proibidos de manter contato e sentimos falta do abraço, ficando claramente evidenciado que o virtual não substitui o real; acusamos o tempo pela falta de desenvolvimento, cuidado com o corpo e conexão com o Divino. A escassez, mais uma vez, assombra aqueles que não entendem o significado da abundância e tomam atitudes imediatistas como estocar itens, entre eles, papel higiênico. Como bem mencionou minha treinadora, é importante lembrar que estamos passando por uma gripe e não por uma caganeira. Feliz aquele que entender esse momento tão singular. Para rever e/ou reconhecer a força do invisível. Que tenhamos fé e possamos reconhecer o poder do pensamento, da boa intenção. O momento é de mudança - de postura, de comportamento, de visão, de estilo de vida. Adotando um escuta mais ativa, sem julgamento e sem imposições. É também o momento de reconhecer o que importa. Por que estamos aqui? Qual é o valor do nosso trabalho, da nossa presença, da nossa vida? Que sejamos luz que brilha, e não trevas que trazem pânico, insegurança e medo. Se for para maratonar, que seja de bons fluidos, bons livros, bons sentimentos, boas conversas, autoconhecimento e atitude. Simara Rodrigues Texto revisado por Pâmela Mezzomo

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