Secretariado: impasses teórico-filosóficos


Por Jefferson Sampaio


Como vocês sabem, o Comitê de Secretariado Executivo do Distrito Federal é composto por profissionais de secretariado que atuam em diversas vertentes mercadológicas: do turismo à assessoria executiva de alta gestão. Somos um grupo constituído por secretárias/os que amam o que fazem e que, por ter uma formação específica na área, são excelentes em suas atuações.

Preciso dizer que utilizo o termo excelência no que se refere aos resultados de nossas ações não ao fato de termos que sempre acertar, não existe no mundo profissional que seja cem por cento sempre e o errar é natural do ser humano, precisamos aceitar isso. Não somos excelentes sempre, mas detemos ferramentas e habilidades que garantem a qualidade de nosso trabalho.

Pois bem, e no que se baseia nossa prática? A resposta é simples, mas de uma complexidade imensa que tenho certeza que não conseguirei vencer neste texto: no servir. Servimos, somos prestadores de serviços, não qualquer serviço, mas o técnico, especializado, estratégico e intencional. Atuamos intencionalmente com foco na realização de melhores práticas com o objetivo de otimizarmos e maximizarmos os resultados organizacionais, assim proporcionando maiores lucros e maior economicidade para as empresas aonde trabalhamos.

A formação é com foco nos serviços, serviços relacionados à gestão e aos negócios, junto disso somos uma área aplicada: temos uma formação para a aplicação, para a ação, para o fazer.

Está aí o ponto que quero refletir com vocês hoje: a teoria relacionada a esse fazer.

O que eu quero dizer com o texto? Que a teoria precisa de estar alinhada com a prática real da profissão, não fugir dos aspectos pragmáticos de nossas ações, por isso a necessidade de uma conversa contínua entre os cursos superiores e os profissionais atuantes, de modo que a teoria produzida pela academia permita a reflexão da prática diária. Falo de uma parceria entre mercado e academia em que ambos se alimentem dessa articulação.

Pensemos em uma escuta empática por parte da academia para com o profissional atuante, de modo que a primeira consiga identificar nessa escuta aspectos que precisam de ser teorizados e assim produzir reflexões e teorias totalmente articuladas à ação, que fazem alusão à prática, reflitam-a e possibilite a construção de novas formas de se fazer. Inovações. Criações. Teorizando a ação e permitindo uma reinvenção dela, uma teorização, uma ação teorizada.

Essa seria a grande estratégia para superarmos os paradigmas negativos que permeiam a profissão; e ao reducionismo (do nosso trabalho, da nossa formação e dos efeitos e resultados de nossas ações) a que somos submetidos rotineiramente.

Concluindo sem encerrar o debate, lanço alguns questionamentos para refletirmos juntos: - Em que medida você profissional de secretariado tem contribuído para o trabalho realizado pelos cursos de graduação? Como você tem contribuído para a produção de teorias aplicadas? - Em que medida você acadêmico não tem minimizado os efeitos da prática de profissionais que tem mantido a profissão viva no seio da organizações? - O que podemos fazer para articular os debates desses dois grupos? É possível?

Até a próxima.


Por Jefferson Sampaio

Revisão por Ana Maria Moreira


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